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Colunista da Folha de S. Paulo defende a extinção da Polícia Militar...

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Diretoria de Pessoal da PMRN divulga níveis e respectivas numerações...

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31 outubro 2012

Policial morre em serviço e família é indenizada


Com a cada vez mais trivial incidência de morte de policiais em serviço no Brasil, é preciso se formar consenso jurídico obrigando o Estado a arcar minimamente com o prejuízo causado pela sua omissão – seja no mau treinamento, na falta de equipamento e mesmo na exposição a condições de risco. Precisa ser oneroso financeiramente para os governos perder a vida de um policial, ou viveremos permanentemente na hipocrisia de gestos simbólicos que são insuficientes para estancar a mortandade de agentes do Estado.

No caso abaixo, foi até pouco o valor dado a uma família que perdeu seu pai, um policial que morreu em um acidente de trânsito na viatura:

O Estado de Minas Gerais foi condenado a pagar indenização de R$ 30 mil à viúva e à filha de um policial militar que morreu durante o trabalho. Além disso, o Estado deverá pagar R$ 8.019 referente às despesas com funeral e sepultamento do policial. Na decisão do juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública Estadual, Carlos Donizetti Ferreira da Silva, a mulher e a filha do PM devem receber pensão mensal. O homem morreu em um acidente de trânsito quando fazia patrulhamento.
As mulheres alegaram que o Estado teria obrigação de se responsabilizar civilmente pelo fato, já que o militar faleceu no exercício da profissão. Em sua defesa, o Estado informou não haver relação entre o acidente e a atuação estatal. Disse, ainda, que o risco de acidente é próprio da atividade militar e que o policial não foi exposto à situação anormal de risco. Mas informou que a pensão mensal e as despesas com funeral e sepultamento vão ser pagas pelo Governo de acordo com a lei.
O magistrado entendeu que “o Estado possui responsabilidade civil objetiva, devendo indenizar material e moralmente terceiros que porventura sofram prejuízos em razão de suas ações ou omissões”. Ao analisar as provas do processo, o juiz chegou à conclusão de que houve dano ao constatar que no Boletim de Ocorrência o policial morreu devido a um acidente de trânsito quando conduzia viatura durante patrulhamento no município de Lagoa Formosa, no Alto Paranaíba, durante o feriado de carnaval.
Além disso, os depoimentos de testemunhas de pessoas próximas das familiares do militar comprovaram que elas sofreram grande abalo psicológico e problemas de saúde após a morte do servidor, segundo o magistrado.
O juiz entendeu que recibos juntados ao processo comprovam danos materiais devido aos gastos das autoras com serviços funerários e jazigo para enterro do policial. O magistrado considerou também que as autoras devem receber pensão indenizatória, pois com a morte do PM, a condição financeira delas foi bastante abalada, pois a renda familiar era proveniente do serviço dele.
Como ele recebia R$ 2.547,27, o valor da pensão deve corresponder a dois terços do salário do militar, já que o terço restante era para sustento próprio. Assim, o Estado deve pagar, com a devida correção, um terço para a filha, menor à época dos fatos, e um terço à viúva. O pagamento deve ser feito à filha da data da morte até que ela complete 25 anos e à viúva até o dia em que o militar faria 65 anos.
Segundo a decisão, há um processo administrativo em andamento na Polícia Militar para se decidir sobre o pagamento de indenização às autoras motivada pelos fatos em questão. Logo, o que for pago por via administrativa deve ser descontado do valor total fixado a partir desta decisão.

Via Abordagem Policial

30 outubro 2012

Viatura do 7º BPM capota durante perseguição

Uma perseguição policial terminou em um capotamento no trecho não pavimentado da BR 226, nas proximidades do Perímetro Irrigado, zona rural de Pau dos Ferros/RN, na madrugada deste domingo(28), por volta das 02:30 horas.

De acordo com a Polícia, um motoqueiro teria passado em atitude suspeita e ao perceber a presença da viatura de RP saiu em alta velocidade, o que originou a perseguição. Durante a perseguição um pneu estourou após passar sobre uma pedra da estrada ainda não pavimentada, fazendo com que o motorista perdesse o controle de direção e acabou capotando.

Três PMs ocupavam a viatura, mesmo tendo capotado por três vezes os Policiais sofreram apenas ferimentos leves e foram levados para o HRCCA apenas para observação e o motoqueiro suspeito conseguiu escapar sem ser identificado.

Um procedimento administrativo será aberto para apurar as causas do sinistro.

Via: Patu News

Labrador da PM é ameaçado de morte pelo tráfico no Rio

Boy, um labrador de sete anos do Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar, tornou-se o maior tormento do tráfico do Rio. Ameaçado de morte por bandidos, que durante operações nas favelas, segundo os policiais, ordenam pelos radiotransmissores que comparsas atirem no animal, o "capitão Nascimento" de quatro patas deu o troco nos criminosos.

Neste domingo, com a ajuda da companheira Tati, da mesma raça e um ano mais nova, os PMs apreenderam quase 400 kg de maconha numa casa abandonada no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte.

“Boy é um dos melhores animais que temos. Um dos recordistas em descobrir armas e drogas. Ultimamente, temos captado pelos radiotransmissores, durante operações em favelas, ameaças de bandidos contra ele. Dizem: ‘Mirem (as armas) no marronzinho (em alusão à cor do labrador). Tem que pegar o marronzinho!’. Todo cuidado com o nosso focinho de ouro é pouco”, afirmou o tenente Daniel Puga, que comandou a operação com 16 policiais armados de fuzis em Manguinhos, ontem.

A droga, dividida em 190 tabletes prensados, foi encontrada, junto com 436 projéteis de calibre 762 e 230 de calibre ponto 30, além de 23 carregadores de fuzil 762, escondida atrás de parede falsa, dentro de casa no número 17 da Rua Jacinto, a menos de 100 metros da base do Batalhão de Choque da PM. “Esse material jamais seria descoberto se não fosse o olfato extremamente apurado de cães bem treinados, como Boy”, disse Puga.

Mais 92 cães no próximo ano
A PM tem, literalmente, soltado os cachorros contra os criminosos. Conforme O DIA mostrou no dia 17, o Batalhão de Ações com Cães foi vencedor da premiação de metas da Secretaria de Segurança Pública, mês passado, pelo emprego de técnicas inovadoras na busca de drogas.

Reprodução


O sucesso dos "bisbilhoteiros oficiais" da corporação é tanta que uma licitação será aberta para a compra de mais 92 cães farejadores. Eles vão se juntar aos 69 que hoje integram o batalhão. O tenente Daniel Puga ressalta porque os policiais têm uma carinho especial pelos cães da unidade.

“São os únicos do país capazes de farejar armas e drogas em áreas de combate, inclusive, durante tiroteios”, explica. No final das operações, a merecida recompensa: uma bola de tênis para brincar.

*reportagem de Francisco Edson Alves
Fonte: Ultimo Segundo 

29 outubro 2012

Exército é recomendado a tomar medalha de condenado no Mensalão


A concessão de medalhas, honrarias que todas as corporações militares possuem visando reconhecer esforços despendidos por agentes internos e externos à corporação, sempre gera controvérsias, uma vez que as instituições são submetidas a mandos e desmandos políticos. Nem sempre quem “dá o sangue” é condecorado, e os condecorados pouco ou nada engrandeceram (e até diminuem) os rumos da organização que concede o prêmio.

Militares da reserva do Exército Brasileiro se manifestaram em relação a duas medalhas concedidas a um dos condenados no recente julgamento do chamado Mensalão, no âmbito do Supremo Tribunal Federal:
Militares da reservava enviaram um ofício ao comandando do Exército, general Enzo Peri, pedindo a cassação da Medalha do Pacificador concedida ao ex-presidente do PT José Genoino, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão.
Genoino recebeu a condecoração em 2003. Oito anos depois, ganhou a Medalha da Vitória do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, de quem era assessor.
O decreto que regulamenta a concessão da honraria dada prevê que perderá o prêmio quem tiver sido condenado por crime contra a soberania nacional ou contra o Erário – caso dos condenados do mensalão. A decisão é exclusiva do general Enzo, que ainda não se manifestou.
Manifestação legítima, dentro da lei.

Fonte: Abordagem Policial

PM recebe tiro na cabeça durante tentativa de assalto


Mais um policial militar foi vítima de ato de violência na cidade. Na manhã desta segunda-feira (29), o soldado Daniel Galdino da Silva foi atingido na cabeça por criminosos que teriam tentado assaltar um mercadinho no loteamento Brasil Novo, no bairro do Pajuçara, Zona Norte de Natal. O policial foi socorrido para o hospital Santa Catarina e ainda não há pistas sobre os suspeitos.

O crime ocorreu por volta das 11h de hoje (29). De folga, o soldado Galdino estava em um mercadinho em frente à residência dele, quando dois homens que estavam em uma motocicleta Falcon, preta, adentraram o comércio. A dupla anunciou o assalto e, mesmo desarmado, o policial teria reagido. Policiais militares, no entanto, acreditam que os bandidos poderiam ter reconhecido o policial e disparado antes da reação ao assalto.

O soldado, que está na PM desde 1999, foi alveado na cabeça e pescoço, e os bandidos fugiram sem levar nada. O socorro médico foi rápido e o policial deu entrada com vida ao hospital Santa Catarina, onde recebeu os primeiros atendimentos. De acordo com informações da Polícia Militar, os médicos aguardam o quadro se estabilizar para que possa ser realizada a remoção ao Walfredo Gurgel. O estado de saúde, no entanto, é grave.

Na noite de sábado, o PM Ismael Antônio Mendes da Silva, de 44 anos, foi morto a tiros em Macaíba. O PM foi surpreendido pela ação de uma dupla armada quando transitava pela rua Uruaçu, sendo executado a tiros pelos criminosos. A motivação do crime ainda é desconhecida e será investigada pela Polícia Civil.
 
Fonte: Tribuna do Norte

Soldado da PM é assassinado com dois tiros na Grande Natal

Um soldado da Polícia Militar identificado como Ismael Antônio Mendes da Silva, de 44 anos, foi assassinado na noite desse sábado (27), por volta de 20h30, na rua Uruaçu, localizada na Vila São José, no município de Macaíba, região metropolitana de Natal.  O crime foi confirmado pela delegacia de plantão Zona Sul.

Na ocasião, o policial militar caminhava pela via quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta prata, que desceram rapidamente e efetuaram dois disparos de arma de fogo; um nas costas e outro na nuca. Logo em seguida, a dupla fugiu com destino ignorado, enquanto a vítima morreu ainda no local.

O corpo de Ismael Antônio Mendes da Silva foi encaminhado para o Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para o trabalho de realização da necropsia. Até o momento a causa do crime é desconhecida. A Polícia Civil já iniciou a fase de investigação.
 
Em contato com a Polícia Militar da cidade, o subtenente Pereira, oficial em serviço, disse que já existe um suspeito pelo crime, um jovem de 18 anos. A respeito da vítima, o PM lamentou o ocorrido: "Apesar do soldado estar afastado por problemas psiquiátricos ele era um homem de bem", resumiu. 
 
Fonte: DN Online

ADI sobre anistia a militares grevistas terá rito abreviado

O ministro Dias Toffoli, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4869, aplicou ao caso o rito abreviado previsto no artigo 12 da Lei das ADIs (Lei 9.868/99). A ação foi ajuizada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra a lei que concede anistia aos policiais militares e bombeiros de 13 estados e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios por melhores salários e condições de trabalho.

Com isso, o processo terá seu mérito julgado diretamente pelo Plenário, sem prévia análise do pedido de liminar, em razão da “relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica”. O relator também solicitou informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional e, em seguida, será aberto o prazo de vista de cinco dias para o advogado-geral da União e ao procurador-geral da República, sucessivamente.
A Lei 12.505/2011 anistia policiais militares e bombeiros de Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe que participaram de movimentos entre o dia 1º de janeiro de 1997 e a sua publicação (em 13/10/2011, no Diário Oficial da União), e também os bombeiros e policiais militares da Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e Distrito Federal que fizeram manifestações por melhores salários e condições de trabalho entre a data da publicação da Lei 12.191/2010 (de 13 de janeiro de 2010) e o dia 13 de outubro de 2011.

A Lei 12.191/2010 também está sendo questionada no STF por meio da ADI 4377, ajuizada pelo governo de Santa Catarina. Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o argumento de ambas as ADIs é a ausência de competência da União para conceder anistia relativamente a infrações administrativas cometidas por servidores estaduais. “A anistia de infrações disciplinares de militares estaduais, pelo ente federal, parece incompatível com explícitos comandos constitucionais sobre o vínculo de tais membros com os próprios Estados (art. 42, caput, da CF) e a franca subordinação deles ao respectivo governador (art. 144, § 6º, da CF)”, argumenta Gurgel.
Leia mais:

1º/02/2010 – Santa Catarina questiona lei que anistia PMs e bombeiros que participaram de movimentos reivindicatórios
VP/AD

Processos relacionados
ADI 4869


Fonte: STF

26 outubro 2012

5 motivos para NÃO portar arma na pochete


Retomando a discussão sobre o porte de arma de fogo por policiais fora de serviço, decidimos analisar uma prática bem comum entre os policiais brasileiros: o porte de arma em pochetes, espécie de bolsa presa circularmente à cintura do policial. A despeito do valor estético do apetrecho – que particularmente não agrada muito – vamos apontar cinco motivos para o policial NÃO conduzir sua arma neste tipo de recipiente.

Embora seja bastante confortável colocar sua arma em uma pochete, parece pouco adequado técnica e taticamente:

O saque é difícil de ser realizado

Sacar a arma de uma pochete exige mais procedimentos, e por isso tempo, do que o saque em outras regiões do corpo. Além da possibilidade de empecilho da camisa, é preciso abrir o zíper, se desvencilhar de objetos que estejam juntos à arma e retirar a arma da pochete, correndo o risco de alguma parte do armamento ficar presa no compartimento.

A pochete é fácil de ser “arrastada”

As dimensões da pochete se estendem por toda a cintura do indivíduo, o que possibilita que ocorra o que popularmente se chama de “arrastão”, pelas costas de quem porta a pochete. Como nestas bolsas as pessoas costumam colocar seus objetos de valor, elas atraem muito a atenção de criminosos interessados em furtos rápidos, apenas puxando a pochete e fugindo.

Um assaltante tentará imediatamente tomar a pochete

No caso de um assalto a um estabelecimento, ou assalto em via pública, provavelmente uma das primeiras medidas que o criminoso adotará será tomar a pochete da vítima.  Assim sendo, além de impossibilitar a reação, o policial provavelmente será identificado caso a arma seja percebida pelo assaltante.

A arma não deve estar com objetos comuns

Geralmente os policiais que portam a arma de fogo na pochete colocam também colocam junto à arma carteira, documentos, dinheiro e outros objetos. Isso aumenta as chances da arma ser percebida no momento de pegar estes objetos, tanto quanto possibilita falhas como a de esquecer o zíper aberto ou de ter esses objetos como empecilho no momento do saque.

Será difícil sentir falta de sua arma

Quanto mais “colada” a seu corpo a arma estiver mais fácil será sentir falta dela. Na pochete, não há contato da arma com a pele, nem é possível sentir naturalmente a ausência do volume da arma. Se o policial estiver num local de grande aglomeração, é bem possível que um espertinho abra o zíper e leve a arma sem que seja percebido – tal como é feito com dinheiro e carteira em muitas ocasiões.

Via: Abordagem Policial

Sargento dos Bombeiros é preso acusado de abusar sexualmente de crianças no DF

Ele teria assediado cinco crianças que fazem parte do projeto social Bombeiro Mirim 
 
Um sargento do Corpo de Bombeiros do DF foi preso na noite desta quinta-feira (25) acusado de abusar sexualmente de cinco crianças que fazem parte do projeto social Bombeiro Mirim de Santa Maria, região administrativa do DF.
O comandante do 18º Batalhão (Santa Maria), major Adriano Lacerda, explicou que as crianças, que têm idades entre nove e 13 anos, receberão apoio psicológico especializado. Ele entende que este foi um caso isolado.
 
— As crianças chegaram um pouco mais cedo, antes do horário da aula no projeto social, quando foram abordadas pelo militar. Elas alegam que o sargento estava com atitudes suspeitas e libidinosas, que não são condizentes às funções de um militar, e também teria comentado assuntos que não são pertinentes às crianças.Depois da denúncia, as crianças, os familiares e o acusado foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, onde prestaram depoimentos.

O acusado foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) para passar por exames após contar sua versão dos fatos na delegacia.

O major Lacerda afirmou que o militar vai responder por estupro de vulneráveis e está afastado dos serviços operacionais até a conclusão das investigações.

— Independentemente de ser consumado ou não, nós vamos tratar o assunto como se realmente fosse estupro consumado. As crianças e os pais também serão acompanhados psicologicamente e agora vamos aguardar o resultado das apurações para ver o que realmente aconteceu.

Acesse o Artigo Original: http://www.pmsdobrasil.com/2012/10/sargento-dos-bombeiros-e-preso-acusado.html#ixzz2AQZoQnP0

Apagão causa atraso de meia hora na comunicação da PM na Grande Natal

O apagão que atingiu o Nordeste do país, além de parte da região Norte, causou transtornos ao serviço de comunicação e atendimento de emergências no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) da Grande Natal.

Segundo o coronel Francisco Araújo Silva, comandante geral da Polícia Militar, o Ciosp, que registra todas as chamadas de emergência para a PM, Corpo de Bombeiros, SAMU e Defesa Civil, sofreu um atraso de meia hora no encaminhamento das ocorrências.
“O gerador do Ciosp segurou o funcionamento do serviço, mas houve sobrecarga nas torres que retransmitem as chamadas para os rádios das companhias e batalhões, o que atrasou o atendimento. Ficamos entre vinte e trinta minutos sem comunicação direta com as três repetidoras da região metropolitana, principalmente em Extremoz, São José de Mipibu e no bairro de Mãe Luiza, em Natal”, explicou Araújo.

Apagão deixou viaturas sem comunicação com a Central de Segurança Pública (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
 
De acordo com o comandante, as viaturas só conseguiram se comunicar entre si, mas não recebiam os encaminhamentos da Central. “Não é possível precisar quantas chamadas ou ocorrências ficaram sem atendimento durante este período. Por sorte, foi num momento que normalmente não ocorrem muitos problemas”, acrescentou Araújo.

Hospital e Aeroporto
Durante a interrupção no fornecimento de energia, os sinais de trânsito na capital foram desligados, mas sem registro de acidentes causados pelo apagão. No Aeroporto Internacional Augusto Severo, na Grande Natal, a Infraero comunicou que não houve atraso de voos. Já no Hospital Walfredo Gurgel, a assessoria de comunicação da unidade afirmou que o gerador suportou a queda e nenhum atendimento foi prejudicado pelo apagão.

O apagão
A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) informou que a interrupção de energia afetou todos os 167 municípios potiguares. A interrupção no Sistema Interligado Nacional (SIN) teve início às 23h14 (horário local) da quinta (25) e energia só foi restabelecida na capital potiguar por volta das 2h45 desta sexta-feira (26).

A origem e a causa do apagão só serão identificados com clareza depois que a ocorrência for analisada, o que deverá ocorrer ainda na manhã desta sexta, durante reunião convocada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, conforme informou Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS) - responsável por administrar o Sistema Interligado Nacional.

[ARTIGO] Motivação Policial


Existem vários discursos em relação à doação que cada policial deve admitir em relação ao trabalho. A depender da carreira policial de cada indivíduo, dos grupos a que pertence, da atividade que desempenha, sua motivação pode chegar ao máximo desejado até o total desprezo às necessidades corporativas.
Observando estas variações, surge a necessidade de refletir sobre alguns pontos:

A desmotivação conveniente

Conheço policiais que praticamente não enxergam algo de positivo na organização que trabalham. Mesmo a mais bem intencionada e beneficente medida que seus chefes adotam servem ao achincalhamento e negativação. Com esta rechaça a tudo que é institucional, justificam para si mesmos a desídia em sua atuação: omitem-se, escondem-se e até desfazem dos propósitos profissionais.

Ao que parece, muitas distorções costumam se assentar em ambientes onde a ignorância a certas regras se faz comum. Com isto quero dizer que tomar como errôneos certos mandamentos institucionais como se fossem uma condenação a todas as suas práticas é justamente fazer crescer o que é digno de repulsa. Pressupor negativamente algo ou alguém é condená-lo previamente ao negativo, hábito bem conveniente aos preguiçosos.

A motivação perigosa

Por outro lado, há certas motivações que devem ser cuidadosamente esmiuçadas. Primeiro, a motivação acrítica, que ignora as implicações e complicações que podem ocorrer após o ímpeto de fazer o certo. Se é absurdo viver em estado de paralisia institucional, é perigoso tornar-se o “bom soldado”, que executa ordens irrefletidamente, sem entender as variáveis no contexto em que a missão deve ser cumprida.

Do mesmo modo, é bem possível que, mal intencionadamente, alguém queira fazer do policial mera massa de manobra, expondo a vida do sujeito a complicações. Há muita gente que manda sem ter capacidade, coragem e ingenuidade de cumprir tal ordem.

A balança motivacional

Cremos que é possível um meio termo entre esses extremos, situado entre a completa omissão e pessimismo sobre as possibilidades profissionais e a adesão inconsciente a práticas que podem ser trágicas para o indivíduo e a própria instituição.

Uma pergunta poderia ser feita por todos os policiais: o que eu poderia fazer de melhor profissionalmente, orientando a organização em que trabalho para algo positivo? O que eu deveria deixar de fazer, dado que esta prática tem efeitos perversos para a polícia e a sociedade? Sempre há uma boa resposta a ser dada…

Autor:
Via: Abordagem Policial 

Policial usa máquina de choque contra manifestantes pacíficos no RJ

Um PMRJ - desnecessariamente - usou uma espécie de bastão de choque, veja no vídeo. Pela situação pode se concluir que usando apenas a mão já seria possível controlar e afastar os manifestantes, tanto é que o PM em questão é discretamente advertido pelo oficial:


25 outubro 2012

Videos - Policial Apanha de Taxista/ Pistola de Choque falha

Pistola de choque elétrico não funciona em suspeito que portava faca




Policial Apanha de Taxista


Promotor de Justiça de Parnamirim é preso por corrupção passiva

O Procurador-Geral de Justiça, Manoel Onofre de Souza Neto, efetuou na tarde de hoje (24) a prisão preventiva do Promotor de Justiça da Comarca de Parnamirim, José Fontes de Andrade, por prática de corrupção passiva.

Alex FernandesO promotor José Fontes de Andrade, de camisa azul, chegou ao ITEP acompanhado pelo procurador-geral Manoel Onofre de Souza NetoO promotor José Fontes de Andrade, de camisa azul, chegou ao ITEP acompanhado pelo procurador-geral Manoel Onofre de Souza Neto

A denúncia contra o Promotor de Justiça chegou ao conhecimento do Ministério Público do Rio Grande do Norte na última quarta-feira, (17), e de imediato foram adotadas todas as providências investigatórias para apuração do fato. Com a comprovação das denúncias o Procurador-Geral de Justiça requereu o pedido de prisão preventiva ao Tribunal de Justiça do RN. Na tarde de hoje o Desembargador Virgílio Macêdo Júnior expediu mandados de busca e apreensão e determinou a prisão preventiva de José Fontes de Andrade.

As buscas e apreensões autorizadas pelo Tribunal de Justiça foram realizadas na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim e na residência do Promotor de Justiça. Paralelamente ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Corregedoria-Geral do Ministério Público realizou uma inspeção na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim.

A investigação realizada pela Procuradoria-Geral de Justiça documentou, por meio de gravação em áudio e vídeo, que o aludido Promotor de Justiça solicitou, em seu gabinete, na sede das Promotorias de Justiça de Parnamirim, a quantia de R$ 12 mil a um empresário para arquivar um suposto procedimento que estava a seu cargo.

Segundo restou evidenciado na investigação, o Promotor de Justiça no exercício de sua atribuição na defesa do meio ambiente, urbanismo, bens de interesse histórico, artístico, cultural, turístico e paisagístico, solicitou   vantagem indevida ao proprietário de uma obra de engenharia em construção no município de Parnamirim/RN, sob a alegação de irregularidades.

A prisão foi efetuada pelo Procurador-Geral de Justiça e pela Corregedora-Geral do Ministério Público, Maria Sônia Gurgel da Silva, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional - GSI e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO.




O Ministério Público repudia o envolvimento de um membro da instituição em fatos dessa natureza, tendo tomado as medidas necessárias à apuração do crime e à responsabilização do agente político envolvido. Destaca a importância da vítima ter representado contra o Promotor de Justiça, esclarecendo, ainda, que se outras pessoas foram afetadas por crimes semelhantes que busquem a Corregedoria-Geral do MP para que sejam tomadas providências.

Por Tribuna do Norte

PM é morto e outro troca tiros com bandidos em SP

A polícia registrou dez casos de pessoas baleadas em São Paulo e nas cidades da região metropolitana entre a noite desta quarta (24) e a madrugada desta quinta-feira (25). Cinco morreram. Na capital, os crimes aconteceram nas zonas Leste, Norte e Sul.

O policial militar Gilmar Gabriel dos Santos, de 42 anos, morava perto de um bar, na região de Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. Os vizinhos disseram que ele tinha saído do trabalho por volta das 21h desta quarta, quando parou no estabelecimento para tomar um refrigerante. A polícia contou que dois homens chegaram de moto, desceram, entraram no bar e renderam o PM. Os criminosos, que não estavam armados, pegaram as duas armas do policial e atiraram nele.
Na madrugada desta quinta, mais três pessoas foram baleadas. Os crimes aconteceram na Zona Norte da capital. Segundo a polícia, um homem e uma jovem passavam pela Estrada do Corredor, no bairro do Jaraguá, pouco depois da meia-noite, quando um grupo de pessoas atirou contra os dois. A jovem foi levada para o hospital com ferimentos no abdômen. Os policiais encontraram o homem no quintal de uma casa também no Jaraguá, com ferimento na perna.
O outro baleado da Zona Norte, um rapaz de 28 anos, estava em frente de casa em Pirituba quando dois homens chegaram de moto atiraram oito vezes. Ele não resistiu aos ferimentos.

No fim da noite de quarta-feira, a polícia registrou outras quatro ocorrências na Zona Sul. No bairro do Campo Limpo, três pessoas foram baleadas. Uma delas morreu e as outras duas permaneciam internadas na manhã desta quinta. Em um outro caso, no Jardim São Luís, uma pessoa morreu.

A nona vítima baleada na capital, estava em Cidade Líder, na região de Itaquera. O homem ferido foi internado em estado grave.

Já em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, um policial militar, que estava à paisana, chegava em casa com a mulher quando foi atacado por dois criminosos. O PM reagiu e teve troca de tiros. Um criminoso morreu e o outro ficou ferido, mas conseguiu fugir.

Fonte: G1

Bandidos rendem policiais, roubam armas e viatura da PM em Bom Jesus


Uma quadrilha composta por cerca de dez homens invadiu o município de Bom Jesus, na noite desta quarta-feira (24). Os criminosos foram até a base da Polícia Militar, renderam um único policial que estava de serviço e fugiram levando armas e uma viatura. A ação aconteceu por volta das 18h30.

Segundo informações repassadas pela própria polícia, os bandidos estavam fortemente armados e o PM não teve como reagir. A quadrilha fugiu levando duas  pistolas, dois revólveres, um fuzil 762 e espingarda calibre 12 da base da PM.

Além disso, eles chegaram a levar a viatura, mas o veículo foi abandonado próximo a cidade de São Pedro. Várias guarnições da Polícia Militar foram deslocadas para a região e realizaram buscas na tentativa de localizar algum suspeito, no entanto niguém foi preso.

O comandante do destacamento da cidade, Ary Santos,  relatou que os bandidos agiram com ousadia e viollência contra o policial identificado como Custódio, obrigando o soldado a entregar as armas que estavam no prédio e em seguida entrar na cela e fechar o cadeado. "Eles foram bastante violentos na ação. Ameaçaram o policial de morte e ele teve que fazer tudo que os criminosos queriam", disse. O município de Bom Jesus fica localizado 46 km de Natal. 

Via Portal BO

24 outubro 2012

Polícia adota metralhadora mais leve e precisa em SP

 

A PM paulista passou a usar na semana passada uma nova submetralhadora, mais precisa e mais leve do que a anterior. A arma emite 800 tiros por minuto.
Trata-se da submetralhadora Famae SMT.40, modelo chileno fabricado pela brasileira Taurus, distribuída a sargentos e oficiais da Polícia Militar. Na capital, policiais estavam com a arma na quinta-feira passada, quando a PM negociou a rendição de um atirador na Aclimação (centro) -ela não foi usada.

A corporação já usava uma submetralhadora calibre 40 de 1.200 tiros por minuto.

A nova arma tem vantagens, diz um sargento ouvido pela reportagem, que pediu para não ser identificado. "Essa é de polímero e mais compacta do que a outra, de ferro. É mais fácil correr com ela."

A configuração permite que mais carregadores sejam levados pelo policial. O calibre é o mesmo das pistolas da PM. "Mas tem mais precisão e alcance, porque o cano é mais longo", diz o sargento.

O presidente da Federação Paulista de Tiro Prático, Gilberto Oliveira Perdoná, explica que o projétil dessa submetralhadora tem mais "poder de parada" do que o de uma de 9 mm.

"A bala 9 mm perfura mais, mas essa paralisa antes que o alvo tenha uma reação. Portanto, ela economiza tiros e consegue 'resolver' mais rápido a situação", explica.

A submetralhadora da PM paulista não tem a mesma potência que as armas da polícia do Rio, que usa calibre.223, compara Perdoná. "No Rio, elas são páreo para fuzis", diz.

A SMT.40 é avaliada em R$ 4.500. A PM não informa quantas armas comprou e diz que a antiga continua em uso.

Fonte: Folha de S. Paulo

Policial posta foto com cachorro perdido e acaba recebendo “cantadas” de mais de 25 mil mulheres



O policial Henrik Ruonala nem poderia imaginar que o cachorrinho da raça yorkshire que apareceu no posto no qual trabalha, no subúrbio de Estocolmo, na Suécia, lhe renderia tanto sucesso.

Para ajudar a encontrar o dono do animal, o homem resolveu tirar uma foto segurando o bichinho e postou nas redes sociais com a seguinte mensagem: “Se alguém der falta deste pequeno companheiro, aviso que o encontramos e ele está na delegacia de polícia local”.

Para surpresa de Ruonala, o post foi “curtido” por mais de 25 mil mulheres, compartilhado por mais de duas mil e comentado por mais de 1.700. Mas elas não estavam interessadas no cãozinho perdido, apenas no policial de boa aparência da foto.

Segundo informações do jornal Daily Mail desta quarta-feira (24-10), uma senhora comentou: “Pena que o cara da foto também não está perdido. Eu poderia adotá-lo”. Mulheres da Itália e da Alemanha, além de outros países da Europa, também trataram de “cantar” o policial.
 
Para satisfação de Ruonala, os verdadeiros donos de Chico, o cão perdido, foram encontrados. Em forma de agradecimento ao esforço do sueco, que virou motivo de piada entre os colegas de trabalho, eles escreveram na web: “Estamos muito felizes por ter encontrado Chico. Esperamos que nosso cachorro tenha dado a Ruonala a chance de encontrar a mulher de seus sonhos“.
 (Foto: Reprodução / Daily Mail)
Fonte: O Globo

Possível surto de tuberculose em presídio do RN contamina dois PMs

A Associação dos Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó está denunciando um surto de tuberculose que vem colocando em risco a vida de militares, agentes penitenciários e detentos da Penitenciária Estadual do Seridó, o “Pereirão”, localizado no município de Caicó.

Pelos menos dois PM’s que trabalham na penitenciária foram diagnosticados com a bactéria, e um deles, precisou ser transferido as pressas para Natal, afim de fazer um tratamento mais eficaz devido a gravidade. O Comandante Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Francisco Araújo, disse que está tomando as providências cabíveis em relação ao caso.

“Já determinamos que o coronel Kleber leve sua equipe à Caicó de forma imediata para fazer uma inspeção de saúde em todos os nossos policiais, a fim de garantir a integridade e manutenção de saúde dos mesmos“, frisou Araújo.

O cabo PM João Batista, presidente da APBMS, se mostrou bastante preocupado com a situação e confirmou que comunicou o problema ao major PM Walmery Costa, comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Caicó, que, por sua vez, determinou que os policiais em serviço de rua deixassem de fazer as refeições no presídio, (almoço e jantar), como vinha ocorrendo, e passassem a se alimentar em suas casas até que uma solução seja encontrada.

Por DN Online

Segundo turno em Natal não contará com reforço de tropas federais

O segundo turno das eleições municipais em Natal não contará com reforço de tropas federais. De acordo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, o reforço foi solicitado no primeiro turno apenas para as cidades do interior do estado. Para o segundo turno na capital, o TRE não considerou necessário o reforço na segurança.

Apesar de o Exército ter sido dispensado, a Polícia Militar manterá de prontidão 420 homens e mulheres para a guarda das urnas e garantia da segurança nos 210 locais de votação na capital. "Nas ruas vamos reforçar o contingente durante todo o domingo, principalmente após a divulgação do candidato vencedor”, acrescentou o tenente-coronel Alarico Azevedo, comandante de operações da corporação.

No primeiro turno, juízes titulares de 45 zonas eleitorais do RN solicitaram reforço de tropas federais para o dia de votação. O número de municípios que receberam reforços na segurança no dia 7 de outubro passou de 100.

A solicitação de reforço policial na véspera e no dia da eleição é uma decisão que depende de cada juiz eleitoral. Eles avaliam a possibilidade de conflitos entre eleitores adversários, a manutenção da ordem nos municípios durante a montagem dos equipamentos para a votação e ao longo do dia do pleito. Dependendo da necessidade, os juízes solicitam o apoio de tropas ao TRE através de ofício.

Nesta segunda etapa do pleito em Natal, assim como no primeiro turno, o juiz não considerou necessário o reforço, dada a tranquilidade das eleições na capital.

Por G1 RN

23 outubro 2012

[ARTIGO] Você anda fardado e desarmado?


Um dos entendimentos policiais-operacionais que gosto de seguir é o que determina que devemos reduzir o porte da arma de fogo ao mínimo necessário: portar um armamento pode ser desconfortável e arriscado, a depender do contexto em que esteja o policial. Considere-se, por exemplo, o caso do policial que vá à praia com a esposa e os filhos, e dispõe-se a portar sua arma em algum compartimento, com pouca condição de saque e alguma possibilidade de furto/roubo por alguém mal intencionado. Embora seja uma decisão pessoal, parece pouco útil o porte de arma em situações do tipo.

Por outro lado, há quem abdique do porte de arma de fogo em ocasiões em que o equipamento se faz obviamente necessário, como no caso do policial estar fardado, na rua, se deslocando ao trabalho ou a sua residência, por exemplo. Não é incomum que isto ocorra, principalmente entre policiais com muito tempo distantes da atividade fim das polícias, onde geralmente os riscos são sempre considerados.


Deixar de portar arma de fogo quando estiver fardado, ou identificado por qualquer apetrecho que indique a condição de policial, no Brasil, é expor-se à possibilidade não muito difícil de ser surpreendido por um assalto em andamento, ou topar com um fugitivo da justiça que, receoso de ser pego, acabe investindo criminosamente contra o policial, que não terá possibilidades técnicas de reação. Infelizmente o Brasil, pela significativa incidência de crimes de rua, ainda é um país que não permite certos desleixos por parte dos policiais.

Qualquer que seja o posto ou graduação, lotação, idade e gênero do policial, o que parece mais indicado é que portem arma de fogo caso estejam identificados. Nem é preciso dizer que o treinamento constante em armamento e tiro é imprescindível, algo que deve ser preocupação das polícias e dos próprios policiais.

Por Abordagem Policial

Prova de fogo para o Bope

Pela primeira vez, uma equipe da polícia brasileira vai participar do Urban Shield (escudo urbano), um dos mais badalados eventos mundiais da categoria. Há 11 anos, agentes do mundo inteiro se reúnem em cidades americanas para disputar provas que avaliam as técnicas empregadas pelos policiais em quatro modalidades táticas, além da apresentação dos mais modernos equipamentos usados pelas forças de segurança. E o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) vai representar o Brasil no evento, semana que vem, em Oakland, Califórnia.

O Grupo de Resgate e Retomada (GRR) do Bope embarcará amanhã rumo aos Estados Unidos. Lá, os ‘caveiras’ vão demonstrar a policiais de diversos países sua experiência em negociação, tomada tática de veículos e imóveis, além das técnicas que empregam no resgate de reféns. O bom desempenho em ações — principalmente nas ocupações de favelas — e no salvamento de mais de 200 reféns intactos, credenciou o GRR a participar.
No Rio, um treinamento recente do Bope ocorreu em simulação de resgate depois da inauguração do BRT | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
No Rio, um treinamento recente do Bope ocorreu em simulação de resgate depois da inauguração do BRT | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
MOBILIZAÇÃO

O evento é uma grande simulação de ocorrências que mobiliza uma cidade inteira. São encenados incidentes graves, utilizando locações verdadeiras e espaços públicos, como prédios, casas, veículos, ruas e praças. No Rio, os ‘caveiras’ fazem simulações semelhantes e que também mobilizam meios de transporte públicos e pontos turísticos, como o bondinho do Pão de Açúcar, metrô, BRT e descida de rapel de helicóptero em vários pontos.

Este ano, está sendo esperada a participação de quatro mil voluntários, que ajudam na organização e na atuação como figurantes na montagem das ocorrências. Os policiais são divididos em quatro categorias, de acordo com sua especialidade ou capacidade: resgate, explosivos, condução de materiais perigosos e times táticos. O Bope vai participar desta última modalidade. O Urban Shield será realizado de 26 a 29 de outubro.

EXPERIÊNCIAS

O Urban Shield foi criado pela polícia americana após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O evento serve para trocar experiências e testar a eficácia dos agentes, através de exercícios em grande escala. As técnicas são avaliadas para aperfeiçoamento. Participam agentes do FBI e SWAT, entre outras forças especiais. A mobilização é tão grande, que para as simulações de produtos perigosos, caminhões são tombados para que os agentes desempenhem as funções de recolhimento e condução da carga.

Fonte: O Dia

22 outubro 2012

Crise: Governo diz que pode atrasar funcionalismo por causa da exigência financeira do MP e do TJ


A crise do governo com o MP  e o TJ chega a níveis dramáticos, como carta de seguro o governo anuncia que poderá atrasar funcionalismo e até o 13º, cortar investimento e deixar de pagar a fornecedores.

Divulgou também que os repasses para esses poderes aumentaram em media 50% nos últimos três anos enquanto a arrecadação no mesmo período cresceu 27%.

O Governo tem sido brilhante na sua estratégia, já imaginaram funcionalismo atrasado por causa de verbas para esses poderes? E ter que remanejar dinheiro da saúde ou da policia?

Nossa, seria uma zuada grande, mas o fato é que o governo está lançando uma cortina de fumaça para encobrir sua péssima gestão e ver se dribla, ou empurra, ou até mesmo parcela essas compromissos com o MP e o TJ. Certo ou errado, errado, errado…  esses poderes tem direito adquirido, o governo sabe disso, isso não tem o que se discutir, tem que ser cumprido. PONTO
Segue reportagem da Tribuna do Norte:

Os mais de R$ 103 milhões reivindicados pelo Tribunal de Justiça (TJ/RN) e Ministério Público (MPE) – como forma de pagamento dos montantes em atraso no orçamento de ambos os Poderes – podem acarretar uma serie de dificuldades de ordem financeira no Estado, algumas delas afetando diretamente o funcionalismo público. A informação repassada pelo secretário de Comunicação, Alexandre Mulatinho, dá a dimensão de um problema que pode culminar, de imediato, no atraso da folha de pessoal e do pagamento do 13º salário; e na dificuldade em cumprir ações em serviços básicos, principalmente na seara de investimentos. Mulatinho frisou que o Governo não pretende promover uma “queda de braço com TJ/RN e MPE”, mas alertou que o “cobertor financeiro” destinado a cobrir os cofres de ambos desnudará de maneira impiedosa os demais. Os mandados de segurança impetrados pelo Poder Judiciário potiguar e Procuradoria foram recebidos com “surpresa”, destacou o secretário.

Alberto Leandro
Tribunal de Justiça recorreu ao Supremo Tribunal para integralizar repasses do Governo

“Não esperávamos essa reação porque a governadora já havia relatado as condições financeiras do Estado. Ela inclusive havia pedido a compreensão e o apoio de todos”, ressaltou Mulatinho. O TJ/RN ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), requerendo R$ 86,4 milhões, enquanto que o MPE pediu – através de Mandado de Segurança interposto no próprio Tribunal de Justiça – o ressarcimento de R$ 19,9 milhões. Ambos alegam que os montantes tratam na verdade de um passivo entre o que estava previsto no orçamento aprovado para o ano de 2012 e o que efetivamente foi repassado pelo Governo.

A reação foi imediata. Em entrevista na manhã de ontem, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou que não há descompromisso por parte de sua gestão com o trato orçamentário dos demais Poderes. Ela disse ainda que houve frustração na receita do Estado e que, mesmo assim, não houve penalidades ao TJ/RN e MPE. E apresentou números. De acordo com o balanço das transferências financeiras realizadas entre os meses de janeiro a setembro de 2010, 2011 e 2012, a evolução dos repasses destinados ao Poder Judiciário foi superior 60%. No caso do Ministério Público o crescimento quase chega a 35%. Por outro lado, insistiu o Governo Rosalba, a receita do tesouro estadual aumentou nos três anos em 27,3%.

Outro argumento utilizado pela chefe do Executivo diz respeito a queda no Fundo de Participação dos Estados (FPE), que de julho a setembro teria chegado a R$ 201 milhões. Ela assinala que o crescimento na arrecadação de impostos como ICMS e IPVA, embora consideráveis, não têm conseguido superar frustração ocasionada pela redução significativa do FPE. “Assumimos compromissos em várias áreas, como o pagamento do piso nacional do magistério, reajustes na saúde, subsídio da PM, entre outras coisas, então o Executivo também não pode ser penalizado”, defendeu Mulatinho.

Processos prontos para julgamento
Os processos interpostos pelo Tribunal de Justiça e Ministério Público já encontram-se nos gabinetes dos respectivos magistrados, prontos para decisão. No caso do pedido do MPE, o Mandado de Segurança foi distribuído para a desembargadora Zeneide Bezerra, que poderá julgar o requerimento nas próximas horas. O pedido do Poder Judiciário potiguar foi distribuído para o ministro do STF, Ricardo Lewandowski. Como se trata, em ambos os feitos, de pedido liminar, a decisão – que será provisória – poderá sair a qualquer momento.

Ministério Público e TJ/RN alegam que necessitam da integralidade dos recursos, na forma como foram aprovados no Orçamento Geral do Estado, no final de 2011. Eles argumentam que o Governo tem se apoderado de valores pertencentes a ambos os Poderes, mês a mês, sem qualquer satisfação oficial.

Os argumentos utilizados, nos Mandados de Segurança, dão conta que, sem os recursos integrais, ficam comprometidos compromissos inadiáveis, como o pagamento salarial dos funcionários, dos serviços prestados, contratos, entre outras coisas.

Antes de ingressar com um processo Judicial, a presidente do Tribunal de Justiça, Judite Nunes, tratou de cercar-se de cuidados excepcionais e levou a proposta ao Pleno. Os demais desembargadores aprovaram a iniciativa. No âmbito do Ministério Público, a medida recebeu o apoio da Associação dos Promotores (Ampern).

Orçamento provoca controvérsias
Por “divergências orçamentárias”, Governo do Estado e TJRN/MPE têm ficado em campos opostos, com capítulos de divergências desde que iniciou a gestão Rosalba Ciarlini. As discussões ocorrem sempre que chega o período de elaboração do OGE este ano os estranhamentos velados passaram a críticas e acusações. Em entrevista à TN, o procurador- geral de Justiça, Manoel Onofre, chegou a chamar o Governo de “irresponsável” devido ao corte no orçamento da instituição. A presidente do Tribunal de Justiça tem evitado farpas públicas, mas não deixou para trás a possibilidade de acionar a Justiça em busca do dinheiro que diz ser do Poder que representa, por direito. Do outro lado, a governadora se diz incompreendida e ataca as benesses e condições favoráveis do TJ e MPE em detrimento de extremas dificuldades no Executivo.

O problema desse ano é o projeto de lei, que estima a receita em R$ 10,9 bilhões e fixa as despesas do Estado para 2012, o chamado OGE. O governo estadual aplicou cortes nos pleitos do Tribunal de Justiça e do Ministério Público, que reagiram de imediato.

A administração estadual também enfrenta problemas devido a redução na participação da Saúde no bolo orçamentário. Em meio à uma crise aguda, embora não tenha perdido recursos, a Saúde teve um dos menores crescimentos – 7,8%, e terá, em 2013, R$ 1,423 bilhão – ou seja, apenas R$ 95 milhões a mais do que o previsto para este ano. O Governo relata, nos bastidores, que “se a saúde pode arcar com prejuízos porque não MPE e TJ”

Via Blog do BG

Juíza dá aula de jornalismo e condena Globo a indenizar policial

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Policiais militares no centro de São Paulo (Foto: Ricardo Lisboa/Agência Estado)

A Globo foi condenada no mês passado a pagar uma indenização de R$ 200 mil a um policial militar que, erroneamente, acusara de ter participado do estupro de uma menina de 11 anos dentro de uma delegacia.

Além do valor da indenização, considerado alto, chama a atenção o fato de o caso ter ocorrido há quase 21 anos.

O sargento E.R.J., hoje com 41 anos, tinha apenas 11 meses de Polícia Militar na época. Ele estava de plantão na delegacia de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo) no dia 19 de novembro de 1991. Foi preso junto com outros quatro policiais civis.

O caso foi noticiado pelo telejornal local da Globo, na época chamado de São Paulo Já. No Fantástico, ilustrou com destaque uma reportagem sobre policiais que viraram bandidos.

Lição de jornalismo
Assim relata a juíza Alena Cotrim Bizzarro, na sentença que condenou a Globo, dando uma lição de jornalismo:

"A requerida [Globo] alega que apenas cumpriu sua função de informar os fatos, mas não é isso o que se constata quando se assiste ao DVD acostado aos autos pela parte autora [o policial]. Para que cumprisse o dever de informar, deveria apenas ter divulgado que o requerente [o policial] era acusado da prática do delito, jamais afirmado que ele praticou o delito, como foi feito".

E prossegue:

"De fato, na reportagem exibida pelo Fantástico há narração do suposto crime de estupro de forma direta, objetiva, como se não houvesse dúvidas de sua prática [...]. Narrando os fatos afirmativamente, menciona a reportagem com relação à vítima [a menor]: 'Nesse período, ela foi estuprada por dois carcereiros, um investigador, pelo operador de telex e por um soldado da Polícia Militar que fazia ronda na delegacia'".


upload 2415 300x200 Juíza dá aula de jornalismo e condena Globo a indenizar policialA reportagem encerrava mostrando o rosto de E.R.J., o soldado da PM que fazia ronda na delegacia, e infomava que ele confessara o crime.

Ocorre que o policial nunca confessou o estupro _e ficou marcado por isso.

Alguns meses depois, o repórter policial Gil Gomes, então no Aqui Agora, do SBT, entrevistou a menina, e ela confessou que acusou os policiais injustamente.

A garota revelou que teria agido a mando de um delegado. Soube-se, então, que acusação de era uma "armação" do delegado, que teria propositalmente "plantado" a menor na delegacia.

O delegado teria como alvo o investigador que estava de plantão naquele dia. O investigador supostamente sabia da participação do delegado em um esquema de venda de sentenças judiciais.

Inferno
E.R.J. ficou preso durante um ano e meio. Foi ao inferno e voltou, costuma dizer. Hoje, está casado e tem filhos. Um dos policiais civis teve destino pior: se envolveu com drogas, perdeu tudo.

Inconformado com a acusação de que teria confessado o estupro, o PM tentou processar a Globo três vezes. Seus advogados, conta, sempre perdiam prazo ou deixavam de pagar alguma taxa de valor irrisório, mas que impediam o andamento do processo.

Até que em 2010 ele conheceu o advogado Álvaro Nunes Júnior. Nunes pediu R$ 300 mil de indenização. "Ele foi acusado de uma coisa terrível", justifica o advogado. A Justiça concedeu R$ 200 mil.
Cabe recurso.

Procurada, a Globo não comentou o caso, por estar sub judice.

PMSP x PCC: Governo de SP vai pagar seguro a família de PM morto na folga

Por: Folha S. Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que o Estado vai pagar seguro às famílias de PMs que tenham sido assassinados pelo fato de serem policiais.


A afirmação vem cinco dias após a Folha mostrar que familiares de PMs mortos fora de serviço buscam na Justiça indenização por não terem direito ao seguro pago pela PM.

O benefício será pago sempre que for provado que o PM morreu por pertencer à corporação. "Aqueles que morreram por serem policiais, mesmo não estando em serviço, terão seguro", disse Alckmin.

Neste ano, em apenas 46 dos 86 casos de PMs mortos, segundo o secretário Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública), a polícia acredita que a motivação foi o fato de a vítima pertencer à corporação.

A MetLife, empresa que faz as apólices de seguro de 128 mil policiais militares e civis do Estado, disse à Folha que o contrato vigente para os PMs vence no fim de novembro.

No entanto, a empresa diz já ter ganhado uma nova licitação, que permitirá um novo contrato, válido por cinco anos, a partir de 2013.
Segundo a empresa, o novo contrato segue o mesmo modelo do atual: válido para policiais civis e militares mortos em serviço ou no caminho de ida e volta do trabalho.

A MetLife diz que não foi informada de uma nova concorrência. Seguradoras ouvidas pela Folha dizem que, se incluir o direito de indenização ao PM morto durante a folga, o valor da apólice vai subir consideravelmente.

O governo disse que aguarda estudo jurídico para ver como contemplará a nova cláusula, pois o atual contrato não pode ser modificado. Segundo a secretaria, a MetLife venceu a licitação, mas uma nova será aberta.


Editoria de arte/Folhapress

19 outubro 2012

MP quer saber como a PMRN trata o policial com problemas mentais e de alcoolismo

O MP RN, através de uma das comarcas de Natal vai  apurar os mecanismos empregados pela Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte para apoio ao policial com problemas psiquiátricos, para prevenção ao abuso do consumo de bebidas alcoólicas e ao uso de drogas ilícitas. Além disso, o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra  quer  avaliar a legitimidade e a autenticidade dos atestados de médicos particulares apresentados e o posterior restabelecimento do servidor policial.

A justiça pediu ao Comandante Geral da PM que forneça as seguintes informações:

O procedimento empregado, no âmbito da PMRN, para as inspeções de saúde e funcionamento das juntas de inspeção de saúde, fornecendo cópia do ato normativo correspondente;

Se os quadros de Oficiais de Saúde, de Oficiais de Apoio à Saúde e de Praças Militares Especialistas de Saúde, da PMRN, estão completos e se o Serviço de Saúde da Instituição está em pleno funcionamento, inclusive levando em conta as alterações constantes da Lei Complementar Estadual nº 394/2009;


 Informar que procedimentos são adotados em relação aos policiais militares diagnosticados como portadores de transtorno mental para acompanhar o tratamento médico, o integral restabelecimento e, ainda, para evitar que policiais em tratamento psiquiátrico tenham a posse ou portem armas de fogo (o que representa risco para si e para terceiros);

 Informar se existe algum programa específico para a prevenção do alcoolismo e do uso de drogas ilícitas por parte de policiais militares e se, quando verificados casos concretos nesse sentido, existe algum programa de tratamento e recuperação, esclarecendo ainda se os policiais se submetem a exame toxicológico periódico como forma de prevenir o uso ou abuso de tais substâncias;


 Esclarecer se é empregado algum mecanismo de verificação quanto à legitimidade e à autenticidade dos atestados de médicos particulares apresentados, notadamente quanto aos relativos a transtornos mentais, e, também, para certificar-se que, eventualmente, a alegada doença não esteja sendo usada por algum policial para esquivar-se do cumprimento do dever funcional.

PCC x PMSP: Mais dois policiais militares são mortos a tiros em SP


Dois policiais militares foram mortos a tiros na noite desta quinta-feira (18) em São Paulo, um na região central e outro na Zona Leste. Além desses dois casos, uma equipe da PM foi atacada na Zona Sul.
  O primeiro caso ocorreu por volta de 20h30, em um conjunto habitacional na Zona Leste. Um policial foi baleado e atropelado. O ataque foi realizado por pelo menos duas pessoas que fugiram em um carro sem levar nada.

O segundo caso ocorreu por volta de 22h30, em um bar na Avenida Nove de Julho. Um homem entrou no estabelecimento e disparou vários tiros contra o policial que não estava fardado. Antes de fugir, o atirador ainda baleou outra pessoa.
Mais tiros

Dois homens em uma moto atiraram contra um carro da Polícia Militar no Viaduto Almirante Delamare, no Sacomã, por volta de 21h30. Os policiais não foram atingidos e a dupla fugiu. No início da madrugada desta sexta-feira (19), a motocicleta, que era furtada, foi encontrada em uma favela da região. Os agressores não foram localizados.

Fonte: G1 SP

PCC x PMSP: A vida de um PM colocada a "prémio"

Três policiais militares e um policial civil da Baixada Santista, ratificaram a informação que já havia sido passada à polícia civil de Santos de que a morte do sargento da PM, Marcelo Fukuhara, tinha preço estipulado pelos traficantes do Morro do São Bento, ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A organização criminosa teria pago até R$ 500 mil pelo homem chamado de "linha de frente" pelos colegas.

Um cabo da PM e colega de Fukuhara no 6º Batalhão, onde atuava em Santos, descreve o policial assassinado por bandidos na madrugada do último dia 7, na Ponta da Praia. "Ele era um policial linha de frente, atuante, que não media esforços para dar continuidade ao serviço. Nosso comando já sabia das ameaças, mas nunca fizeram nada para ele recuar. Quando o policial é de rua, essas situações estão no sangue. Ele não vai recuar mesmo sob ameaças", conta em troca de anonimato. "Essa questão de recompensa é comentada sempre e geralmente acontece", confirma.

A caça a Fukuhara teria origem na conduta que ele próprio adotava em operações nos Morros do São Bento, Nova Cintra, Santa Maria e Monte Serrat, focos de tráfico de drogas em Santos. No dia 2 de setembro, no Santa Maria, uma operação comandada por ele provocou a morte de três jovens e a apreensão de 57 quilos de maconha, estopim para a reação dos bandidos ainda na mesma semana ao espalhar o prêmio pela morte do policial.

Colegas de Fukuhara também se revoltam com o boato de que o policial poderia ter qualquer tipo de ligação com traficantes. "Ele era muito caxias, não aceitava propina de jeito nenhum. O partido (PCC) queria a cabeça dele por causa disso, o prêmio era acima de R$ 400 mil. Ele derrubou três da última vez que subiu o morro", conta um investigador da polícia civil.

"Sempre que a polícia faz movimento onde morre algum deles, desarma algum tentáculo muito forte deles, partem para a retaliação. Se tornou uma guerra civil", descreve.

Via: Portal Terra

PCC x PMSP: Uma tensão absoluta


Todos vêm acompanhando o clima de tensão vivido no estado de São Paulo, principalmente entre os policiais militares, que vêm assistindo a morte de colegas por supostas represálias cometidas a mando de lideranças do chamado “Primeiro Comando da Capital”. Entre os casos mais chocantes está o assassinato do sargento PM Marcelo Fukuhara, que teve a vida “colocada a prêmio” pelo PCC por R$500 mil reais, segundo divulgado pela imprensa.

Por outro lado, as ações da Polícia Militar que resultaram em mortes de suspeitos aumentaram. Tanto quanto cresceram os casos de execuções de pessoas com autoria atribuída a policiais integrantes de “grupos de extermínio”.
Se não podemos ter a ingenuidade de entender que todos policiais militares estão cumprindo a lei em suas ações, em serviço ou não, também é esdrúxulo admitir que o Primeiro Comando da Capital tem alguma “causa” legítima em suas ações criminosas. Comete perversidade quem admite o assassinato de um policial. Comete perversidade o policial que admite matar fora dos preceitos legais.

Como sempre é característica das discussões sobre segurança pública, definir o “bem” e o “mal” é ser cego às inúmeras variações possíveis neste contexto. E geralmente quem assume um desses lados são os executores, a “ponta do sistema”. Julgo que os setores estratégicos do Governo e do PCC entendem melhor o que está ocorrendo do que o soldado que se dispõe a matar, ou o jovem da periferia que pretende executar um policial.

Aos policiais, é lúcido não aderir ao entusiasmo sanguinário que caracteriza os fora-da-lei: é bom lembrar que nenhum governo tolera abusos frente à pressão midiática, tampouco é proveitoso ingressar num jogo de vingança avesso ao fundamento da atividade policial – salvaguardar a vida. Ao se manter distante deste ambiente, o policial protege a si, a sua família e à sociedade.

Via: Abordagem Policial

18 outubro 2012

Policiais Mortos em SP, ROTA, PCC...



O suspeito não colaborou, então o Policial da NYPD usou "golpes de luta livre"

As cenas muito lembram cenas de MMA... Após levar seguidos socos o suspeito foi contido e preso:

Secretário diz que só fará concurso para PM quando for conveniente

 (Fábio Cortez/ArquivoDN)
O titular da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), o delegado Federal Aldair da Rocha, afirma que só poderá fazer concursos para preencher as 3,8 mil vagas em aberto para a Polícia Militar do Rio Grande do Norte quando for "conveniente e oportuno". O assunto é alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual nesta terça-feira (16) para saber os planos do governo para suprir essa deficiência no efetivo da força policial. O secretário, porém, ressalta que isso não é possível atualmente devido aos "problemas complexos" na economia do Estado.

Aldair da Rocha garante que o tema tem sido acompanhado de perto pela governadora. "No entanto, todos sabemos da situação econômica do estado quanto ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal". O secretário admite que a deficiência no efetivo é um problema que atinge não somente a PM, mas outros órgãos como a Polícia Civil e o Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep). "Queremos que até 2014 estejamos com o efetivo necessário, mas na situação em que se encontra o Estado, não adianta contratar sem ter como pagar os servidores".

Apesar dessas dificuldades, o titular da Sesed assegura que essas deficiências serão sanadas paulatinamente, de acordo com a disponibilidade econômica do Estado.

Em portaria publicada no Diário Oficial do Esado (DOE) desta terça-feira (16), o promotor Wendell Beetoven abriu inquérito civil para apurar que providências o governo estadual deve adotar para preencher 3.783 vagas previstas em lei para a PM/RN. O promotor explica que o efetivo da corporação deveria ser de 13.466, mas, em dezembro do ano passado, ele era de 9.683. "E esse número vem decaindo desde então, devido à aposentadoria ou morte de policiais".

Para o promotor, essa deficiência no efetivo gera problemas para o policiamento, sobretudo no interior do RN. "Tenho vários procedimentos em minha promotoria que apuram falta de policiais em pequenas cidades e o fato de vários outros serem cedidos para outros órgãos". Para Wendell Beetoven, o governo estadual precisa criar um plano de reposição permanente do pessoal que serve na PM/RN, poque "os policiais vão envelhecendo, se aposentando, alguns morrem e outros exonerados, mas suas vagas não são repostas. É preciso haver concursos periódicos para preencher o vazio deixado por esses policiais que se afastam".

Via DN Online

[ARTIGO] O Policial como Vítima de Violação de Direitos Humanos

A lógica do preconceito, da discriminação e da opressão envolve sempre uma generalização e, frequentemente, está enraizada numa cultura que tende a ver o outro como “algo” e não como “alguém”, como coisa e não como sujeito de direitos.
O primeiro passo para “coisificar” alguém é esquecer sua individualidade e sua personalidade, escondendo-a sob um rótulo, uma categoria, um estereótipo. É mais fácil odiar e desprezar algo, pertencente a uma categoria qualquer, do que alguém, um ser humano como nós.

Os órgãos de segurança pública (ou os policiais?) historicamente foram sendo associados generalizadamente ao abuso de autoridade, à violência e à perseguição contra pessoas desamparadas pelo Estado. Pessoas que foram coisificadas em categorias como escravos, hereges, vagabundos, subversivos, bandidos, pederastas, etc. Não foi à toa que se construiu um certo antagonismo entre policiais e defensores de direitos humanos.

Com a reinstauração de um regime constitucional democrático em 1988, começamos a construir uma sociedade alicerçada em novos valores sociais e em outras bases jurídicas. O Estado de Direito exigiu que os órgãos policiais fossem refundados sob a perspectiva da defesa das pessoas e não mais do Estado. A segurança pública, segundo o art. 144 da Constituição da República, é um “dever” do Estado, e não uma ferramenta para a manutenção do “status quo”.
Antes de ser um agente público, o policial é um integrante da sociedade, um cidadão com direitos e deveres como os de qualquer outro. Ele não é diferente de seus vizinhos e conterrâneos, apenas o seu trabalho é peculiar. Não há mais razões para a dissociação entre polícia e defesa dos direitos humanos.

Pelo contrário, é hora de reconhecer o papel fundamental do policial como um importante defensor e promotor dos direitos humanos, ainda que, como qualquer detentor de parcela do poder estatal, esteja sempre a um passo de cruzar a linha de suas prerrogativas legais para tornar-se um violador desses direitos.

Vivemos novos tempos. Mas ainda há traumas. E esse sentimento faz com que algumas pessoas esqueçam-se de uma dimensão comum aos policiais: a de “sujeito” de direitos humanos.

Nenhum cidadão adquire superpoderes nem perde seus direitos individuais e suas garantias fundamentais quando é aprovado num concurso e assume um cargo público de policial. Porém começam a ocorrer contra policiais injustiças graves como aquelas produzidas sob um regime de exceção. Hoje há pessoas que olham para um policial e veem nele uma coisa, um “inimigo”. Coisas não sentem dor nem têm caráter, e os inimigos não têm os mesmos direitos que os amigos.

O malfalado Direito Penal do Inimigo é uma doutrina que propõe, “grosso modo”, distinguir as pessoas entre “cidadãos” e “inimigos”, para retirar destes diversos direitos e garantias fundamentais. Inverte-se a presunção de inocência, minimiza-se o direito à liberdade, apressa-se a condenação, restringem-se as vias recursais, etc. É, praticamente, um linchamento judicial.

Pois policiais começam a ser vítimas de coisificação. Muitas vezes suas atitudes são tidas, desde logo, por ilícitas, até que o juiz se convença do contrário. Ele é culpado até que prove sua inocência. Algumas vozes conhecidas na doutrina jurídica chegam a afirmar o absurdo de que a prisão cautelar de um policial suspeito sempre se justifica “a priori”, pelo risco que ele representa simplesmente por ser policial. Prende-se pelo que ele é, não pelo que ele fez. Talvez porque ele seja o “inimigo”.

Lamentável é não somente a injustiça contra um indivíduo policial, mas também o surgimento de um novo fator que contrapõe policiais e direitos humanos e cria uma lógica perversa: quando os policiais não são violadores, eles são vítimas de violação por parte do restante do aparato estatal, esquecidos pelos defensores dos direitos humanos porque não se enquadrariam na categoria de vítimas. Existe uma outra categoria de coisas chamada misteriosamente de “sociedade civil”, a qual pressupõe que os policiais não a integram. Haveria, quiçá, uma “sociedade militar” ou uma “sociedade policial”?

É preciso descoisificar os policiais, reconhecendo-os como cidadãos comuns, que foram selecionados no seio de nossa comunidade e que abraçaram sua vocação para servir às pessoas. Dessa forma, evitaremos segregá-los numa “sociedade” paralela e inimiga. Isso porque somente garantindo os direitos individuais dos cidadãos policiais é que será possível consagrarmos seu incalculável potencial de defensor e guardião dos direitos humanos.

PRF Estima
11ª SRPRF/PE

Autor: Diego Brandão
Via:
Combate ao Crime

[ARTIGO] Em defesa da Balaclava


Policiais militares deveriam ter permissão para utilizar balaclavas nas incursões em áreas de alto risco. Balaclavas, brucutus ou toucas ninja são apetrechos de tecido com orifício nas vistas, e em alguns casos na boca, em cores condizentes com o uniforme, que encobrem a cabeça do policial dos cabelos ao pescoço, dificultando em muito seu reconhecimento facial. Áreas de alto risco são aquelas em que um confronto é iminente, dadas as características do terreno, os dados repassados pela Central durante o acionamento da guarnição ou qualquer outro indicador que aponte para uma ambiência de perigo considerável.

Não se trata de pregar uma cultura de “assustar” a população, policial sorridente é para continuar existindo na porta do asilo, na travessia da escolinha e na praça do bairro. Essa é a hora de buscar aproximação e demonstrar boa disposição, idem para um momento de verificação em blitz de trânsito, prestação de socorro em acidente etc. O problema está na diligência para “estourar boca de fumo”, cumprir mandado em favelas ou apoiar equipes em confrontos.

Não bastasse o grande número de “olheiros” e pessoas mal intencionadas identificando policiais para posteriores retaliações injustas, muitas são as câmeras capturando fotos e imagens dos combatentes, que logo serão expostos em larga escala para olhos interessados em ataques e ameaças. Como a vulnerabilidade fora do serviço é grande, tem PM que evita determinadas diligências por precaução, temendo sofrer ataques posteriores como consequência da atuação.

Estabelecendo-se critérios para o emprego deste acessório, e obviamente garantindo um mecanismo de identificação ostensiva, como um colete numerado, bem melhor do que a intimidade do nome do policial, parece ser o suficiente para desestimular excessos e possibilitar futuras apurações quanto a desvios disciplinares. Expor a face e o nome de quem bravamente enfrenta o crime pode ter como preço a morte de um pai de família exemplar, que deveria ser mais bem protegido pelas autoridades que lhes confiam missões de tão alto risco. Pela garantia da identificação e preservação do nome e imagem dos servidores na imprensa e nas ruas, policiais militares deveriam ter permissão para utilizar balaclavas.

Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia
Via: Abordagem Policial 

17 outubro 2012

Governadora distribui novas viaturas, coletes balísticos, pistolas e munições a Polícia Militar

 
 
Na manhã desta quarta-feira, 17, a Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, entregou 38 novas viaturas, 1.200 coletes balísticos, 2.500 pistolas calibre .40 e munições à Polícia Militar em solenidade realizada no pátio em frente a Governadoria.
 

Além do investimento através do Governo do Estado do RN, foram adquiridas 2500 pistolas doadas pela PM do Estado de São Paulo.
 
“A Polícia Militar estará mais presente e mais ostensiva a partir de hoje. A distribuição destas armas eleva a autoestima do policial”, disse o Comandante Geral da PMRN, Coronel Francisco Canindé de Araújo Silva..
 
O equipamento distribuido hoje foi todo destinado ao interior do Estado. E a partir de hoje as viaturas já estarão patrulhando. Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte - Servir e Proteger


Com informações da Assessoria de Imprensa da PMRN

Sejuc adquire 20 carros para serviço de escolta de presos

A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) incorpora 20 novos carros para o serviço de escolta de presos. Nesta quarta-feira (17), a Secretaria recebeu o primeiro lote com 15 veículos, quatro Merivas e 11 Paratis. Até o final deste mês todos os demais deverão ser entregues.
 
Os carros irão garantir a locomoção de detentos para atividades externas como atendimentos médicos, audiências judiciais e transferências. Os veículos são equipados com sirenes e adaptados com celas.
 
Penitenciárias, Cadeias Públicas, Centros de Detenções Provisório (CDP), Grupo de Escolta Penitenciária (GEP), Unidade Psiquiátrica de Custodia e Tratamento e o Grupo de Operações Especiais (GOE) serão atendidas com os carros novos.
 
 
Penitenciárias, Cadeias Públicas e Centros de Detenções Provisório serão atendidas com os carros novos
 
De acordo com o secretário de Justiça, Kércio Pinto, a Sejuc está investindo na renovação da frota. "Os carros irão atender as unidades da capital e do interior e vão melhorar a qualidade do transporte dos detentos. Também estamos trabalhando para construir quatro novas unidades prisionais", informou o Secretário.
 
Durante a coletiva de segurança, na manhã desta quarta-feira (17), na Governadoria, o secretário de Justiça, Kércio Pinto, anunciou que o Pavilhão Rogério Cotinho Madruga, localizado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Flores, será reaberto na terça-feira (23), com capacidade para 400 presos.
 
Segundo o secretário Kércio Pinto a Sejuc finalizou as obras do Pavilhão e convocou nos agentes penitenciários para a unidade. "Com a finalização da obra de Alcaçuz e do prédio da Deprov iremos desocupar paulatinamente alguns Centros de Detenção Provisória (CDPs) e o Núcleo de Custodia", informou o secretário.
 
Está semana a Sejuc está iniciando a reforma do antigo prédio da Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), na Zona Norte, o prazo de conclusão é de 30 dias. Com a reforma da unidade haverá um aumento de mais 120 vagas no Sistema Penitenciário.

[CHARGE] SUBSÍDIO

Esta imagem traduz o sentimento de insatisfação de todos os Inativos, Pensionistas e Associações Representativas da Polícia e Bombeiros Militares do RN, diante do descaso que o Governo está tendo com esses heróis. 

Nossa luta não irá parar...

Assessoria de Imprensa ASPRA PM/RN

[ARTIGO] - Produtividade Policial Militar


Algumas questões vêm sendo colocadas, diariamente, em várias instâncias, no sentido de se tentar mensurar a eficiência do serviço desenvolvido pelas unidades policiais militares, com o objetivo de premiar aquelas mais produtivas e, num “saudável ambiente competitivo”, reduzir índices de criminalidade.

Em meu entendimento, o problema reside na dificuldade em se criar variáveis confiáveis, quantificadoras e qualificadoras, para um serviço que produz algo tão subjetivo. O ato de avaliar, por si só, é tema controverso e extremamente complexo, principalmente quando o resultado do trabalho desenvolvido não é um produto palpável e quantificável. Como criar metas de produtividade que não deixem de considerar atitudes proativas e colaborativas abstratas?

Imaginemos o absurdo de se criar premiações, pecuniárias ou não, para as escolas que reduzissem o número da repetência escolar. Será que o produto final do trabalho de um professor se traduz no cumprimento desta meta? Será que as variáveis subjetivas importantíssimas no conjunto educacional estão sendo contempladas? Será que premiar com base em critérios objetivos não acaba criando incentivo para se negligenciar um conjunto outro de ações e atitudes difíceis de serem quantificadas, mas importantíssimas para a educação?


Acho um erro querer tratar os servidores públicos como meros operários, aliás, fica claro que somente para o baixo clero do serviço público é que estas ideias ganham eco. Nunca ouvi dizer que seria pago prêmio para o juiz que conseguisse atingir uma cota de julgamentos ou para promotor de justiça que oferecesse maior número de denúncias ou coisa que se assimile. O produto resultado do relacionamento com a população e a atividade policial é complexo, simplificar para mensurar, além de deixar várias lacunas, a depender de como isto seja colocado, desqualifica a profissão.

Como quantificar os crimes que não ocorreram porque o policial tomou uma ação proativa? Como recompensá-lo por aquilo que ele evitou? Servidor público tem que ganhar bem pela sua profissão, ainda mais nós, policiais militares, obrigados a exercer exclusivamente a profissão. Esta estória de médico que fizer mais consultas, professores que aprovarem mais alunos e policiais que mais reduzirem número de homicídios é simplesmente a transferência para o servidor de uma responsabilidade gerada pela falta de estrutura, planejamento, suporte técnico, formação profissional e qualificação pessoal do próprio Estado. Um servidor que se respeite não aceita estas condições.

Acredito em formação e qualificação profissional, em planejamento, em valorização, na supremacia da técnica sobre o interesse político-partidário eleitoral, em corregedoria, em concurso público e em plano de carreira como fator motivador do desenvolvimento policial militar. A tropa da PM reage ao que lhe é ofertado. Quando ingressei na PM, há quase dez anos atrás, ouvia repetidas vezes o jargão: “A tropa é o espelho do comandante” – e o que é oferecido, neste sentido, são anos a fio de serviço sem ascensão profissional alguma, e, sinceramente, acho que ainda encontramos muita motivação em vista ao que é ofertado. Neste contexto em que nos encontramos, falar em prêmio por produção, que me desculpem os fervorosos defensores disto, me soa muito mais como estelionato profissional do que outra coisa.

Autor:  
Via: Abordagem Policial